04/01/2016

Centrales sindicales amenazan con retirar apoyo a Dilma si no se acaba el ajuste fiscal

Lideranças
das três principais centrais sindicais do Brasil ameaçam retirar o apoio ao
governo da presidente Dilma Rousseff se ela não fizer mudanças na política
econômica este ano, como dar fim ao ajuste fiscal implantado pelo ex-ministro
da Fazenda Joaquim Levy e que será mantido pelo novo titular da pasta, Nelson
Barbosa.

 

“Espero que
o governo não cometa o erro de defender reformas trabalhistas num cenário tão
difícil como esse começo de 2016”, disse Sérgio Nobre, secretário-geral da
Central Única dos Trabalhadores, a maior do País em número de sindicatos
representados, conforme reportagem do Estado de S. Paulo.

 

A CUT foi
peça importantíssima no apoio a Dilma ao longo de 2015. Foi ela que liderou as
manifestações populares contra o impeachment, junto a movimentos como MST e
UNE, como o do dia 16 de dezembro, quando foram às ruas mais pessoas (quase 100
mil) do que nos atos que defenderam a saída da presidente, três dias antes.

 

Nesses
protestos, apesar das críticas ao impeachment, as centrais condenaram as
medidas do ajuste fiscal. A Força Sindical, que era presidida por Paulinho da
Força, um dos principais defensores do impeachment, tem hoje uma voz mais
branda na presidência, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo,
Miguel Torres, que é contra a saída de Dilma.

 

“O Barbosa
sempre teve uma visão mais positiva para a economia, pró-investimentos e
crédito. Estranhei a defesa dele das reformas previdenciárias e trabalhistas
numa hora dessas. Ele quis agradar o mercado, mas isso é tiro no pé”, disse ele
ao jornal.

 

“O momento é
delicado. Sou totalmente contrário ao impeachment, defendo o governo. Mas as
energias do País estão concentradas nesse debate. O governo precisa concentrar
esforços na retomada do crescimento, isso ajudará todo mundo”, declarou ainda
Ricardo Patah, da UGT. Segundo ele, o governo corre “riscos” se for em frente
com reformas como a da aposentadoria.

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