19/05/2012

BRASIL: MELHORES SALÁRIOS ESTÃO NO PODER PÚBLICO, DIZ IBGE

De acordo com o Diretor de Assuntos Salariais e Políticas Econômicas da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Lineu Neves Mazano, é necessário se fazer um estudo por função para que a pesquisa seja válida, excluíndo os cargos comissionados que são contabilizados. ”Os salários dos servidores públicos não são altos, a pesquisa contabiliza também os cargos comissionados que são melhor remunerados. Se for fazer uma pesquisa por função, principalmente do executivo onde está a maior massa de servidores, entre eles professores, policiais e médicos, o salário do servidor muitas vezes fica equiparado ao do setor privado”, explica.

Ainda segundo o Lineu, o funcionalismo público é inchado pelos cargos comissionados. “Quem realmente opera o serviço público são os cargos do executivo, são eles que prestam os reais serviços para a população, é nesse espaço que o governo emprega milhares de comissionados e esses possuem melhores salários que os servidores efetivos”. Hoje no setor público do Brasil existem cerca de 25 mil cargos comissionados.

Segundo a pesquisa realizada com dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), as entidades públicas possuem 0,4% do número de organizações inscritas na base de dados e empregam 21,5% da força de trabalho assalariada no país que recebeu 31,3% de toda a massa salarial do ano de 2010.

Já em relação as empresas privadas, elas representam 89,7% da empresas com cadastro no CEMPRE e com um número de 71,7% de assalariados e 62,3% do total de salários pagos nos País.

No mesmo período pesquisado, de 2009 para 2010, o salário médio da adminsitração pública subiu de R$2.234,33 em 2009 para R$2.268,12 em 2010. No mesmo perído que as empresas privadas tiveram um aumento de R$1.4478,91 para R$1.461,37.

Para o diretor Lineu Mazano, as empresas privadas são em maior quatindade por que o serviço público não oferece condições para o servidor crescer. “ O setor público capacita os novos nomeados assim eles adquirem o conhecimento necessário, porém não é oferecido uma política de crescimento, então o servidor parte para a iniciativa privada que tem melhores condições de trabalhistas”.

SECOM com Informações do Jornal de Brasília

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