12/03/2015

BRASIL: DF: 37 categorias decidem por estado de greve em ato unificado

 Ao todo, 37 categorias prometem cruzar os braços, simultaneamente, caso o Governo do Distrito Federal (GDF) não tome providências quanto à perspectiva de redução salarial imposta pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). As entidades sindicais demonstraram insatisfação com a postura do governador Rodrigo Rollemberg, em não consultar previamente os sindicatos em assuntos que atingem diretamente os interesses dos servidores públicos do Distrito Federal.
 
Para diretor de Organização Sindical da CSPB e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta – Sindireta,  Ibrahin Yusef, o Ministério Público está equivocado ao questionar o rito do processo que concedeu aumentos salariais aos servidores do DF. “Se você pegar a legislação do Diário Oficial lá em julho de 2013, será possível confirmar que, no orçamento de 2012, houve a previsão orçamentária do aumento salarial dos servidores. O que nossa categoria está sentindo, é que alguém está querendo usar o Ministério Público para ir contra os aumentos salarias conquistados e previstos. Essa grande mobilização de hoje, é uma resposta do movimento sindical para executivo local rever esses atos e sentar com os sindicatos, porque retirar os aumentos salariais dos servidores, conquistados à duras penas desde 2011, é uma grade covardia com milhares famílias que, numa cidade predominantemente administrativa,  pode causar desastrosos impactos sociais”, defendeu o sindicalista.

O secretário executivo de Qualificação e Certificação de Entidades Sindicais da CSPB e diretor do Sindireta, Gonzaga Negreiros, argumentou que a nova equipe do GDF mantém uma postura anti-democrática e anti-sindical ao penalizar tantos trabalhadores  com decisões arbitrárias. “Que lógica tem o estado oprimir, desvalorizar e tirar conquistas que já foram respaldadas. Brasília vai parar se o governador Rollemberg não tratar a administração pública com carinho e com respeito aos trabalhadores e servidores públicos. Não aceitaremos esse pacote de maldades que reduz salários aos patamares de 2011, retira licenças prêmio e extingue o adicional por tempo de serviço. Enfim, além de paralisarmos nossas atividades, vamos apelar ao STF que, com bastante segurança, dará provimento à constitucionalidade dos reajustes salariais dos servidores do Distrito Federal”, disse.

De acordo com o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro (JP), o descaso com os servidores mancha a credibilidade de um governo que acaba de assumir o GDF com a proposta de renovar a política local. “Isso comprova mais uma vez que os gestores não estão preocupados em discutir a questão do servidor público. Este governo está rasgando todos os acordos coletivos realizados no governo anterior. Nós precisamos de um mecanismo eficaz de negociação coletiva que impeça oportunismo de governos recém-ingressados e oportunismo de governos que pretendem ser reeleitos e se comprometem com reajustes que não podem pagar. A CSPB está mais uma vez do lado dos servidores, contra esses cortes e contra esse rompimento de acordo a prejudicar milhares de trabalhadores do serviço público”, concluiu JP.
 
Para a deputada federal Érica Kokay (PT-DF), o governo não deveria questionar reajustes que foram frutos de um ato-jurídico perfeito, como, também, de processos negociais aprovados na Câmara Legislativa. “Rever isso significa atacar o Estado Democrático de Direito e, tão grave quanto, é atacar a nossa cidade. Não vamos permitir a continuidade desse grande equívoco”, alertou a parlamentar.
 
 

Secom/CSPB
 

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