09/08/2013

BRASIL: Dado o recado: se PL da terceirização for aprovado, o Brasil vai parar dia 30

 São Paulo, 06/08/13.- Mais uma vez, foi dado o recado: se o projeto de lei 4.330/2004 for votado, os (as) trabalhadores (as) vão ocupar o Congresso Nacional nos próximos dias 13 e 14 e vão parar o Brasil no dia 30. De norte a sul do Brasil, milhares de trabalhadores (as) atenderam à convocação da CUT e demais centrais sindicais e realizaram nesta terça-feira (6) manifestações em frente às sedes de entidades patronais e em locais de grande circulação de pessoas, como aeroportos, para protestar contra o PL que dissemina a terceirização sem limites e que, se aprovado, precarizará ainda mais as condições de trabalho e atacará frontalmente a organização sindical.

Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT, destacou importância da unidade da classe trabalhadora

Desde cedo, como em Porto Alegre, os atos foram acontecendo. Na capital gaúcha, a frente da sede da Federação das Indústrias do Estado foi tomada por manifestantes da CUT às 6 horas da manhã. Um pouco mais tarde, outro grupo realizou ato em frente à Federação do Comércio. Em São Paulo, Belém (PA), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Recife (PE) e Florianópolis (SC), por exemplo, as manifestações foram realizadas no meio da manhã. À tarde, entre outras cidades, foi a vez dos (as) trabalhadores (as) em Belo Horizonte (MG), Teresina (PI), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) realizarem seus atos públicos. Veja mais fotos no final do texto.

A direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) adiou o início de sua reunião – agendada para a manhã desta terça-feira – e esteve presente no protesto realizado em frente à Federação das Indústrias de São Paulo, que reuniu 3.000 pessoas.

Destacando a importância da unidade da classe trabalhadora, em sua intervenção no ato, o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, garantiu: “Não vamos aceitar a precarização dos direitos, que está embutida no PL 4.330, que amplia a terceirização em todos os setores de trabalho, público e privado, que fez com que toda a classe trabalhadora se unisse na defesa intransigente de seus direitos. Vamos denunciar todo e qualquer deputado que votar a favor do PL, porque isso é uma traição à classe trabalhadora. Pior ainda se for aprovado em uma comissão, sem ser levado a voto no Congresso, o que deixa ainda mais escancarado a traição à classe trabalhadora. Nos dias 13 e 14 de agosto estaremos em Brasília para pedir o fim desse projeto maldito, assim como paralisaremos o Brasil no dia 30, mostrando nosso grande descontentamento”.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional, o nefasto PL 4.330 é uma clara tentativa da classe empresarial de legalizar a interposição fraudulenta da mão de obra, com o propósito de precarizar ainda mais os postos de trabalho e diminuir os custos. “Se o projeto for votado no dia 14 de agosto, a classe trabalhadora vai ocupar Brasília e o Congresso Nacional”, reforçou.

Na segunda-feira (5), em mais uma reunião da mesa quadripartite (trabalhadores, empresários, governo e Congresso Nacional), o deputado Arthur Maia afirmou que o processo de negociação está encaminhado e que não há mais espaço para alterações. “Deputados que votarem a favor do Projeto da terceirização serão classificados como inimigos da classe trabalhadora. Vamos divulgar os seus nomes nas ruas, na internet, nos locais de trabalho e recomendar para que os trabalhadores não votem neles em 2014”, relatou Vagner.

Caso o PL 4330 passe pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, os trabalhadores vão parar o Brasil no dia 30 de agosto. “A presidenta Dilma (Rousseff) se comprometeu em não compactuar com nenhum retrocesso contra a trabalhadora. É com esta consideração que vamos pautar uma ação mais consistente em Brasília”, lembrou Vagner.

La CSA lanza la campaña continental por la Libertad Sindical, la Negociación Colectiva y la Autorreforma Sindical

 San Pablo, 06/08/13.- La Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas (CSA) inaugura este mes la Campaña Continental por la Libertad Sindical, la Negociación Colectiva y la Autorreforma Sindical. La iniciativa cuenta con el apoyo de la Oficina de Actividades para los Trabajadores de la Organización Internacional del Trabajo (ACTRAV-OIT) y del Proyecto Noruego “Los Sindicatos por la Justicia Social”.

De agosto a diciembre de 2013 serán realizadas actividades de formación y de sensibilización sobre los tres ejes de la campaña con sindicalistas, magistrados y líderes políticos de seis países: Honduras, República Dominicana, El Salvador, Chile, Perú y Guatemala.

También serán realizadas acciones de comunicación, como la grabación de cortometrajes y la transmisión de spots radiales sobre la libertad sindical y la negociación colectiva en estos seis países. Las actividades de la campaña tienen como ejes transversales cuestiones de género, de juventud y de colectivos vulnerables, como los trabajadores en situación de precariedad e informalidad.

La campaña deriva de las resoluciones del II Congreso de la CSA en abril de 2012, que destacó la libertad sindical y la negociación colectiva en las Américas como derechos humanos fundamentales. La lucha por ambas incluye la libertad de expresión y de manifestación de los trabajadores; la implementación de leyes que les permitan organizarse como clase y actuar de forma colectiva, sin restricciones patronales; la ratificación de los convenios de la OIT (en especial, el C87 y el C98) que consagran estos dos derechos; entre otros asuntos.

Vinculada a estos dos temas, la autorreforma sindical (defendida por la CSA como forma de democratizar e incrementar la organización sindical en el continente) se refiere a un conjunto de acciones que potencializan la formación interna sobre estos dos derechos y la lucha por su implementación social.

11 Vistas