05/04/2013

BRASIL: CTB repudia ameaças terroristas contra sindicalistas colombianos

A ofensiva criminosa recrudesceu nesses dias com a divulgação, em 1º de abril, de um comunicado do grupo paramilitar de extrema direita “Los rastrojos” que promete caçar e matar dezenas de sindicalistas de várias entidades, entre estas o Sintraminaenergetica e Funtraenergetica, filiadas à Federação Sindical Mundial (FSM).

As ameaças terroristas, que na Colômbia costumam ser acompanhadas de trágicas conseqüências, ocorrem num momento de acirramento dos conflitos de classes e em que 3 mil operários mineiros e metalúrgicos estão paralisados reclamando o cumprimento de suas convenções coletivas e protestando contra as demissões em massa.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores rurais lutam pela posse da terra e ampliação da área de reserva camponesa e prosseguem as negociações de um acordo de paz entre as FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo colombiano, iniciativa que a extrema direita e suas organizações paramilitares como “Los rastrojos” pretende sabotar.

No ano passado 20 sindicalistas foram assassinados, mais de 280 foram ameaçados e seis sofreram atentados. O primeiro trimestre de 2013 já soma 4 dirigentes sindicais assassinados. Na última semana a Marcha Patriótica, que hoje lidera a luta pela democracia no país, denunciou o assassinato de três dos seus dirigentes.

É deste jeito que os grupos de extrema direita fazem o trabalho sujo de apavorar e calar o sindicalismo, bem como reprimir e sufocar as lutas sociais com a cínica cumplicidade do Estado, servindo assim aos interesses dos grandes capitalistas, dos latifundiários e do imperialismo, que recentemente ampliou o número de bases militares na Colômbia.

Tendo em vista que a impunidade é um estímulo à continuidade da ofensiva terrorista, a CTB, em coro com a FSM e outras entidades sindicais, reitera sua total solidariedade ao movimento sindical e ao povo colombiano, faz votos pelo sucesso das negociações de paz e reivindica do governo do país a apuração de todos os crimes cometidos contra os sindicalistas, a punição rigorosa dos responsáveis e o desbaratamento das milícias paramilitares assassinas.

 

Por Wagner Gomes, Presidente

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