26/07/2015

BRASIL: CSPB participa do Encontro Latino-Americano de Mulheres Sindicalistas no Peru

23/07/2015
O evento foi realizado entre os dias 16 e 17 de julho com a finalidade de debater a situação política trabalhista e sindical de gênero.

A diretora de Assuntos das Mulheres, Infância e Juventude da CSPB, Cíntia Rangel Assumpção e a secretária executiva adjunta de Negociação Coletiva e Composição de Conflitos, Karla Lúcia Oliveira, participaram do evento.

Coordenado pela Federação Sindical Mundial – FSM, o encontro teve como tema “A mulher trabalhadora: baluarte do movimento sindical de luta”. O evento reuniu centenas mulheres sindicalistas da América latina e do Caribe e discutiu os desafios e a importância da participação feminina no movimento sindical, como meio de reduzir as persistentes desigualdades de gênero no mercado de trabalho e na sociedade como um todo.

De acordo com a FSM, as más condições de trabalho das mulheres na região contrastam com a realidade cubana, onde as trabalhadoras têm grande parte dos direitos assegurados, este, entre outros, foi um dos temas debatidos na ocasião.
 
Para Cíntia Rangel, a experiência na capital peruana foi revigorante e motivadora. “Fiquei impressionada com a receptividade e o espírito de luta, patriotismo e solidariedade dos peruanos. É preciso observar exemplos como esse para construir uma unidade nacional em prol do nosso desenvolvimento econômico e social. O rebaixamento das nossas virtudes, bem como amplificação desmedida dos nossos defeitos, em nada colabora para a construção de um pacto social nacional a perseguir bem comum. É preciso ampliar os espaços de atuação democrática para encontrarmos consenso sob o melhor caminho a trilhar.  No entanto, nada disso será construído a partir da polarização radical dos nossos segmentos ideológicos/sociais. Somente um debate democrático e aprofundado sobre nossos problemas, trará a perspectiva de encontrar soluções eficientes para saná-los.  É preciso aproximar o povo dos espaços onde são tomadas as decisões. Acredito que as mulheres, sobretudo as sindicalistas, têm um papel fundamental nesse processo”, defendeu.

Para a diretora Karla Lúcia, o encontro reforça a necessidade da ampliação da participação feminina não somente no movimento sindical, mas também nos espaços de poder que, nos dias atuais, ainda é sub-representada e, portanto, submetida a todo o tipo de coerção por parte daqueles que ocupam esses espaços. “A sociedade não concedeu voluntariamente direitos e espaços para as mulheres em sua estrutura. Foi com mobilização, luta, sangue e suor de muitas companheiras que estamos trilhando o caminho da equidade de direitos políticos e sociais. No entanto, essa isonomia de direitos entre os gêneros permanece distante. O que nos motiva, é que essa geração de mulheres que nos antecedeu, mostrou o caminho para alcançarmos esse objetivo. Seguiremos com coragem e força no sentido de colaborar para uma sociedade mais justa e igualitária, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades para decidirem seus destinos”, concluiu.
 

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