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#BRASILEMGREVE

João Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB e vicepresidente 2º da CLATE, participa ativamente da greve geral em Brasília.

28/04/2017

Servidores brasileiros aderem à maior greve geral dos últimos anos


Todas as capitais e as principais cidades do país amanheceram paralisadas nesta sexta-feira, no marco da greve geral convocada pelas centrais sindicais e os movimentos populares. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) participou ativamente desta jornada contra as reforma da Previdência, trabalhista e a terceirização generalizada impostas pelo governo Temer. Estima-se que cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram de trabalhar.


Prensa CLATE


Categorias de todos os setores da economia aderiram a esta jornada nacional de luta, paralisando transportes, escolas, bancos e indústrias de todo o país. Também houve cortes de estradas e mobilizações maciças em todas as cidades.

 

Nas grandes capitais, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Curitiba, entre outras, ônibus e metrôs não funcionaram. Nos hospitais e postos de saúde o atendimento foi reduzido, dando prioridade às emergências. Escolas e universidades ficaram fechadas.

 

Também aderiram à greve bancários, metalúrgicos, comerciários, químicos, petroleiros e trabalhadores do Correio. Os servidores públicos de todas as áreas, incluindo o Judiciário, realizaram paralisações e atos. Trabalhadores portuários, ferroviários e aeroportuários também fizeram greve.

 

Para o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e vice-presidente 2º da CLATE, João Domingos Gomes dos Santos, esta jornada histórica é a resposta da sociedade brasileira às medidas do presidente Michel Temer, que “pretendem levar o país à época da escravidão”.

 

“O governo apostou errado”, disse o dirigente. “Ele pensou que a sociedade estava dormente com relação à sua agenda do fim do mundo, com relação às reformas da Previdência e trabalhista, às privatizações, ao congelamento do Estado por 20 anos, mas hoje a sociedade está dando uma resposta”, afirmou.

 

 

Para o diretor de Assuntos Internacionais da CSPB e secretário-geral adjunto da CLATE, Sérgio Arnoud, as manifestações superaram todas as expectativas. “Em todas as capitais as manifestações foram gigantescas, as cidades ficaram desertas”, informou. “Esta foi seguramente a maior mobilização dos últimos 20 anos”, complementou.

 

“Sem dúvida, este protesto vai abalar o Congresso Nacional e a Presidência da República”, afirmou Arnoud. “É um momento histórico, de união entre todas as centrais sindicais brasileiras, e o presidente João Domingos foi um dos baluartes da construção deste movimento unitário”, indicou.



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