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FORMAÇÃO

17/04/2017

CLATE continuará promovendo formação política dos servidores


No Congresso Cinquentenário da CLATE, realizado em Cartagena, na Colômbia, no final de fevereiro de 2017, os delegados aprovaram uma série de documentos de trabalho e ação em diversas áreas estratégicas para a Confederação. Um deles refere-se à formação sindical e propõe a incorporação de novas propostas de formação para os dirigentes da região.


Prensa CLATE


O documento afirma que “as diversas iniciativas implantadas ao longo dos últimos anos se baseiam no pressuposto de que a formação de quadros dirigentes é mais uma forma de intervenção sobre a realidade”. E complementa: “Se, a partir do sindicalismo, tentamos transformar a realidade vivenciada, um primeiro passo seria fazer de nossos militantes e quadros dirigentes sujeitos capazes de compreender essa realidade, ter consciência de seu lugar nela e assumir o compromisso de intervir ativamente nas lutas enfrentadas pela classe trabalhadora”.

 

“Por esse motivo, a formação é, acima de tudo, política e não mera capacitação”, afirma a CLATE. “Não se trata de incorporar habilidades técnicas, mas sim desenvolver capacidade de intervenção política a partir da organização sindical”, aponta o documento aprovado pela confederação.

 

A CLATE indica, além disso, que “a nossa organização não tem possibilidade de crescimento se não apostarmos no desenvolvimento da formação em nossas entidades-membros e seus dirigentes”. E acrescenta: “O século 21 nos depara, muito além de sua complexidade, com uma exigência urgente de conhecimentos e especialização em diversos campos do saber, sem os quais não conseguiremos reverter o quadro de crise enfrentado pelo nosso continente”.

 

Nesse contexto, a CLATE afirma que a formação “não só contribui para o melhor desenvolvimento da ação político-sindical, mas também para o aprimoramento de nossas condições para disputar projetos de país que tenham como base a democracia, a justiça e a solidariedade, em busca da qualidade de vida para todos”.

 

O documento faz referência à Plataforma de Formação Política a distância implementada pela CLATE nos últimos anos, como uma ferramenta para superar os limites impostos pelas distâncias físicas entre os países membros. Porém, a confederação alerta que “esse espaço virtual exige algumas definições e envolvimento político de todas as nossas entidades-membros”.

 

Nesse sentido, a CLATE conclama suas entidades a “assumir a responsabilidade de nomear um dirigente que seja responsável pelo desenvolvimento das tarefas de formação de maneira integral” e propõe “Redefinir nossa iniciativa de formação à distância para potencializar nossos objetivos políticos e avançar na construção diária da CLATE”.

 

Por último, o documento propõe incorporar “novas propostas de formação para os novos quadros dirigentes que se somam a nossas organizações”. Propõe, ainda, articular formação virtual e presencial, incorporar pesquisas temáticas em políticas públicas a suas propostas de formação, para que a CLATE tenha um papel mais ativo em matéria de pesquisa, e articular com instituições acadêmicas, profissionais e/ou políticas novas propostas de formação.

 


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